Estarei em mesa sobre desinformação em evento da Fiocruz, na Bahia
Falarei com outras colegas sobre jornalismo e desinformação em Salvador, na Bahia, no final de julho. A mesa será dia 29, às 14h.

Formação jornalística como alicerce no combate à infodemia
A infodemia em saúde representa uma das ameaças mais complexas à segurança sanitária, à confiança pública nas instituições e à efetividade das políticas públicas. Informações descontextualizadas, falsas, pouco claras ou com extrapolações indevidas confundem cidadãos e desafiam resultados de políticas públicas. Esse fenômeno, amplificado pelas mídias digitais, tem raízes interdisciplinares e históricas que ultrapassam o campo da comunicação, envolvendo lacunas estruturais na formação educacional dos profissionais de mídia e uma desarticulação histórica entre os campos da Educação, Comunicação e Saúde.
A mesa-redonda da Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência tem como objetivo discutir o papel da formação jornalística universitária e continuada no enfrentamento da infodemia em saúde, analisando os desafios estruturais do ensino — em especial o ensino público — e a necessidade de uma reforma curricular e de outras iniciativas que considerem, de forma transversal, a compreensão do sistema de saúde brasileiro, suas instâncias regulatórias (como SUS, ANVISA, CONASS, CONASEMS etc.), além da compreensão de determinantes comerciais e sociais da saúde, e a aplicação de princípios éticos da prática jornalística.
Aspectos que podem ser debatidos:
* O desconhecimento generalizado, inclusive entre professores e acadêmicos, sobre o real funcionamento e regulatório da cadeia da saúde pública e privada no Brasil, envolvendo as etapas de P&D.
* A ausência de diálogo e integração entre as áreas da Educação e da Comunicação, mesmo em campos interdisciplinares como a Educomunicação;
* O ambiente digital como espaço de circulação de conteúdos sem checagem, sem mediação profissional e com pouca responsabilização ética;
* A competição entre jornalistas especializados, pesquisadores e divulgadores de ciência, ao invés da construção de redes colaborativas e interdisciplinares.
*Possível objetivos específicos da mesa*
* Apontar estratégias para a promoção de uma cultura de parceria entre comunicadores, educadores, profissionais de saúde, cientistas e formuladores de políticas públicas;
* Refletir sobre políticas públicas e institucionais que favoreçam a letramento digital e científico desde os ciclos iniciais da educação;
* Discutir a criação de núcleos interinstitucionais que promovam projetos de extensão, oficinas e produções colaborativas em saúde.
Possíveis Resultados Esperados:
* Produção de um documento-síntese com recomendações que poderão ser levadas a conselhos profissionais, universidades e órgãos governamentais sobre caminhos possíveis de combate a desinformação a partir da melhor formação dos jornalistas para análise crítica das temáticas da Saúde e Da Pesquisa Científica.
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